terça-feira, 13 de outubro de 2015
Era vinte de fevereiro, o dia estava nublado, a vontade era não acordar às sete e sair sete e quinze, eu queria era estar bem longe dali, em algum lugar com praia de preferência, mas também poderia ser outro país, seria melhor ainda. Eu não entendo essa vida de adulto, é tudo tão conturbado, as pessoas brigam muito, se ameaçam e o amor fica esquecido, são tantas coisas que causam uma certa irritação que me surpreende. Hoje, todos andam com a mente tão conturbada, que os pensamentos se misturam. Sim, é difícil crescer.
Em quinze minutos consegui pensar tudo isso e ainda me arrumar, todos os dias faço o mesmo caminho, saio do condomínio, ando duas quadras para pegar o metrô, a estação da Saúde é razoável, não preciso ficar desesperada achando que ficarei amassada ao ir para o trabalho, ah! O trabalho, mais uma coisa ruim ao crescer, você fica quieto por 6 ou 8 horas seguidas fazendo seu serviço, as pessoas não te tratam como deveriam e você não pode reclamar da comida ou apenas dizer que deveriam servir sobremesa, as mentes neste lugar são ainda mais vazias. No almoço resolvi sair pela avenida e comer algo diferente, acabei vendo um casal discutindo, parecia uma coisa desesperadora, haviam mutos gestos, lágrimas e olhares vagos, algo sério estava acontecendo até que a menina, ou mulher, não sei saiu correndo pela calçada com a mão no rosto e o rapaz entrou em uma cafeteria como se nada tivesse acontecido, sim, ele estava normal, sem nenhum traço de que tinha acado de ter uma briga feia, seja lá o que a moça for dele. Por incrível que pareça resolvi entrar na cafeteria, pedi algo simples. resolvi esperar uns dez minutos para ser atendida por aquele mesmo rapaz, e aí, com um enorme sorriso ele me perguntou "Pode colocar açúcar?" fiquei uns sete minutos olhando vagamente para ele, e sinalizei um sim com a cabeça, eu não estava entendendo o motivo de tal sorriso de orelha a orelha. Na hora que Antônio, esse era o nome que estava no crachá, foi me entregar o frapuccino não resisti e perguntei sobre a menina, ele me deu uma resposta grossa, disse que odiava certas atitudes dela e hoje resolveu responder a altura mandando ela embora de sua vida. Fiquei abismada, com a última frase,"Meu sorriso é falso, meu olhar mais vago do que poderia imaginar, nós nos desapontamos com as pessoas, mas nem por isso devemos crucificá-las, eu fui o errado por não acreditar na mudança de atitudes que o amor da minha vida poderia ter, eu ainda não entendo o fato de mudar por amor e não mudar por si próprio, parece algo primitivo, dependente, também não entendi o fato de ela ter falado que mudaria por gostar de mim, não entendo o fato de ela fazer as coisas pensando mais em mim do que nela, mas eu entendo completamente o fato de ela ter chorado, o amor não é fácil, e muito menos a forma de se relacionar com ele, acho que ninguém tem o amor perfeito, ninguém ainda aprendeu como se relacionar com o amor." Sim, entrei em estado de choque, ele precisava de alguém para dizer tudo isso em cinco minutos, ele estava confuso, precisava falar e colocar as vírgulas e exclamações no lugar certo.
De repente meu celular toca, estava atrasada para voltar ao trabalho, sai correndo dizendo vagamente para ele acreditar mais na mudança das pessoas. Enquanto corria para passar por quatro quadras em dois minutos, parei, respirei, porque meu porte físico é totalmente ligado ao sedentarismo, e fiquei olhando os carros passarem de pressa pela rua, sentei na guia e pensei uma três vezes na questão da mudança, o que é mudar? Não é somente físico, e sim sentimentalmente, a mudança física é uma camuflagem, já a sentimental, faz bem pra mente, para o coração e para a alma, não importa como e nem por quem você mude, seja por você ou não, a mudança pode ser a porção para uma vida mais tranquila, pois não se deve levá-la tão á sério.
Lari F

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A Blogueira

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Estudante de jornalismo,20 anos.Tenho uma paixão por romances, Paris, cor de rosa e morangos. Gosto de dias nublados e arranha-céus ... Apenas leia meus sonhos líricos.

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