sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O que seriam dos nossos dias se todos fossem iguais? Muitos reclamam que o dia foi entediante, chato ou muito alegre, isso depende. Nós que deixamos as vinte e quatro horas compostas da maneira que desejamos, não podemos esperar que ninguém faça  o serviço. E foi assim o meu dia. Um dia qualquer.
Vinte de fevereiro, verão, a pior estação do ano em minha opinião, pois quando se mora na selva de pedra, o frio sempre é o seu melhor amigo, sol, e calor não combina com uma ele transparente como a minha. Eu levantei às oito e logo percebi que estava atrasada pois minha entrada no serviço eram às dez e até dar a volta em toda a cidade não iria dar tempo de tomar café. Vesti um jeans qualquer com chinelos e a blusinha mais fresca, peguei o café amanhecido que já estava no copo térmico e voei até a estação de metrô. Lá percebi que tinha esquecido uns documentos que precisaria para dar entrada a minha viagem para Boston, voltei para a casa e nisso o café caiu sobre a minha blusa branca, mas que dia!
No trabalho foi tudo a mesma coisa, uma rotina chata cheia de contas e processos a serem resolvidos, tudo parecia chato e entediante. Meu almoço foi praticamente um café da tarde, sempre passava por um restaurante, mas resolvi mudar o caminho, e nisso uma senhora bem de idade me pára nas calçadas enormes da Avenida Paulista, junta à ela tinha uma boneca de pano enrolada em uma echarpe verde, bem fina. Dona Socorro começou a conversar comigo como se fossemos melhoresamigas, contou que sua casa era aquela avenida e nunca esteve tão feliz, e eu a perguntei se seus dias não eram ruins pois ela não tinha um lar, e por minha surpresa na mesma hora Dona Socorro me retrucou dizendo que nossos dias são sempre ditos na primeira pessoa, não dependemos de ninguém. Não devemos deixar que nos auto decepcionamos por coisas que mal sabemos. A vida é uma só, temos que deixar valer, correr atrás e fazer acontecer, e se um dia algo de magoar, olhe para frente ou ara cima, coisas boas virão à sua mente, como esses arranha-céus que significam nossa liberdade.
Lari F

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A Blogueira

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Estudante de jornalismo,20 anos.Tenho uma paixão por romances, Paris, cor de rosa e morangos. Gosto de dias nublados e arranha-céus ... Apenas leia meus sonhos líricos.

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Larissa Figueira. Tecnologia do Blogger.

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