quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Ah! Mas Abigail. Essa era a pergunta que todos os dias ao acordar no meu apartamento bagunçado cheio de malas jogado eu me fazia. Tinha viajado para três lugares diferentes, fui passar o natal no interior, ano novo no litoral e agora precisava lavar umas roupas para outro destino. Antes de todo o problema de adulto meu sonho era ser uma publicitária de sucesso e conhecer todos os países da lista. Mas agora, ah! Agora quem decide é minha conta bancária. Precisava também retocar o ruivo, mas isso já é outra história.
Ao contrário de todos os "jovens" de vinte e três anos eu adorava ir para o interior, pois quando se mora na capital tudo perde o encanto, sério. Peguei o último ônibus da terça-feira, pois eu tinha certeza que estaria vazio, e pela décima vez eu era a terceira e ultima ao entrar e pegar a poltrona que eu bem entendesse.Infelizmente houve um problema com o motor e demoramos para partir, resolvi não descer, abri um livro que está na minha prateleira há dois meses e comecei a ler, mas quando levantei para pegar os fones de ouvido na bolsa, algo me chamou a atenção; uma mulher que não passava dos cinquenta anos estava sentada em um banco sozinha, chorando e olhando para o veículo que eu estava, ao olhar para trás vejo que um homem da mesma faixa etária de idade estava chorando, chorando muito devo ressaltar. Ele estava com um envelope nas mãos e ela segurando um chapéu. Passaram-se uma hora e meia mais ou menos a mulher desapareceu, e o homem desceu do ônibus para procurá-la eu imagino, ao sair ele mandou eu segurar o tal envelope que estava escrito minha estrela. Fiquei curiosa, e o abri, não foi atitude certa, eu sei, mas lá apenas tinha uma folha de caderno bem antiga com uma canção escrita, falando que ele a amava e a queria como uma estrela que não se apagou, onde o amor o pegou e ele guarda no peito e só quer vê-la sorrir.
Ao entrar novamente no ônibus o homem misterioso me explicou que aquela mulher seria o amor de sua vida que deixou escapar duas vezes, mas que se arrependeu, pois nunca deixou de ama-la por circunstância alguma, ele viajou dezessete cidades para passar vinte e quatro horas com ela, mas não entregou a canção, disse que ainda não era a hora.
Lari F

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A Blogueira

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Estudante de jornalismo,20 anos.Tenho uma paixão por romances, Paris, cor de rosa e morangos. Gosto de dias nublados e arranha-céus ... Apenas leia meus sonhos líricos.

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