terça-feira, 28 de outubro de 2014
Andando na rua a gente fica imaginando cada coisa, seja num dia frio e chuvoso onde colocamos uma touca que não tem nada a ver com a roupa somente para não estragar o cabelo, ou aqueles dias quentes que muitos olham para o shorts que usamos e perguntam se não está curto demais. Nós podemos criar realidades distintas, mundos azuis ou amarelos, podemos pintar nosso cabelo um dia de ruivo e no outro de preto, sei lá, podemos apenas ser.
Cinco de outubro, o dia era para estar quente, a piscina do clube iria abrir às cinco, mas não, a chuva não parava, o vento cantava e os galhos secos encheram a sacada do prédio, e o que isso significa? É a melhor hora pra sair de casa, andar pela avenida movimentada e fotografar tudo aquilo que posso imaginar inspirador... E foi isso, eram uma da tarde, resolvi almoçar naqueles carrinhos de rua que vendem espetinho de espiga de milho, ser vegetariana em uma metrópole não é fácil.
Andando por aí fotografando semáforos fechados e pessoas engravatadas, eu observo um casal de mais ou menos setenta anos, era uma das imagens mais lindas que já tinha capturado em toda a vida, percebi uma lágrima escorrendo meus olhos, mas é claro, a forma mais linda de amor estava ali, na cafeteria do outro lado da avenida.
Resolvi chegar mais perto e tentar observar mais nitidamente o quanto era lindo aquelas formas de amor. Maria e Antônio, ambos com setenta e dois anos, casados há cinquenta anos, sim cinquenta. Eles moravam em um dos lugares de São Paulo que ainda tinham casas, me contaram que todos os dias iam tomar café no mesmo lugar porque foram lá que se conheceram, e toda vez que pisavam com o pé direito naquele lugar parecia que tinham acabado de se conhecer e o amor crescia de uma maneira que não sabiam explicar.
Perguntaram se eu já amei antes, eu disse que meu amor estava à quilômetros de mim, no interior, e eu o via a cada quinze dias, e isso era um sofrimento. Da maneira mais simples possível olharam para meus olhos e disseram uma frase que vou levar por toda a vida." O amor é a maneira mais simples de se dizer que está com saudades, na verdade é um dos seus sinônimos. Quem ama sente saudades porque quer a pessoa as vinte quatro horas do dia, os trezentos e sessenta e cinco dias do ano. Mas espere, se os seus olhos brilham na presença do amor, vale esperar o tempo que for." Eles deram as mãos e foram embora.
Lari F

7 comentários:

  1. Lindo seu texto flor
    http://sanduichdeunicornio.blogspot.com.br/ visita meu blog depois :3

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  2. Opa, tem um cisco no meu olho.
    Que texto maravilhoso. Sério, eu amei.

    Beijos!
    Depois do Para Sempre | Facebook

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    1. obrigada por ler meus sonhos líricos (: beijinhos

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  3. Ai que texto perfeito *-*

    www.vestindoideias.com

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    1. obrigada por ler meus sonhos líricos (: beijinhos

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    2. obrigada por ler meus sonhos líricos (: beijinhos

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A Blogueira

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Estudante de jornalismo,20 anos.Tenho uma paixão por romances, Paris, cor de rosa e morangos. Gosto de dias nublados e arranha-céus ... Apenas leia meus sonhos líricos.

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