quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Gosto de imaginar o verão com um céu azul e picolés coloridos, aqueles ventos coloridos, velozes que levam promessas de coisas maravilhosas. Eu não sei mais o que é me sentir cabisbaixa, transformo uma história cada vez mais perto de mim. Pego uma folha amarela e rasgada escrevo três palavras: Tempo, amor e sessenta dias... Coloquei ela mais perto para que eu conseguisse enxergar minha letra sem usar óculos completamente estranhos.
Fui mais perto do mar de uma maneira assustadora pois nunca soube nadar, olhava aquelas ondas fracas pois não estava ventando faziam umas horas, um tempo longo estava lá rabiscando desenhos estranhos na folha amarelada, mas nada saía, resolvi não mais olhar para baixo ou para cima, olhei para os lados e minha resposta estava lá, promessas, olhares e tempo, e coloque tempo nisso. Mil oitocentos e vinte e cinco dias na verdade, resumindo esses dias dariam quatro anos, a palavra tempo da folha amarelada tinha sido riscada. Tirei os óculos de sol e olhei mais perto, e mais perto, e percebi um olhar marcante que vi por anos mas jamais prestei tanta atenção, parecia que tinha sinônimo de amor, mas eu jamais saberia se não me arriscasse; a palavra amor foi riscada da folha amarelada. Resolvi me levantar da areia e caminhar pela praia, isso levou sessenta dias; a palavra sessenta dias foi riscada da folha amarelada.
Só que aí...Aí apareceu alguém cujo o nome não é necessário, uma certa pessoa do singular, que logo foi se tornando plural, consegui deixar as ondas mais baixas e os ventos nem existiram mais, daqui duas horas e quinze farão sessenta dias que os ventos não aparecem muito por aqui. Meus olhos conseguiram enxergar sensações jamais vivenciadas ou vistas por aqui, me emociono de pensar em certas coisas que começaram a serem valorizadas em minha vida, eu me sinto uma parte completa com este plural que não consigo mais viver sem. Digo e repito, minhas ondas estão mais baixas, o vento não sopra mais por aqui, já faltam duas horas e dez para que os ventos comecem a sumir mais ainda e a vida sendo moldada, sinto a calmaria de uma brisa leve do mar. E a folha amarelada foi embora sem mais um rabisco, no vento mais colorido que a vida me proporcionou.

Lari F

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A Blogueira

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Estudante de jornalismo,20 anos.Tenho uma paixão por romances, Paris, cor de rosa e morangos. Gosto de dias nublados e arranha-céus ... Apenas leia meus sonhos líricos.

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