sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Eu geralmente ando muito sem ter o que fazer, parece aqueles seriados de comédia onde a parte engraçada é o silêncio... Pois então, meus últimos dias estão todos assim, sem exeções, eu deito ligo o skype, ou apenas falo comigo mesma, abro a página do blog escrevo três palavras tentando criar uma história. Muito bem Maria Olívia, a melhor parte de ser uma jovem anti social é essa, não dirijo e não tenho amigos para sair. Faltam exatamente dois meses para o fim do ano, eu deveria estar estudando para o vestibular ou coisa do tipo, mas minha cabeça está em outro lugar, não em algo concreto mas em aquilo que ando sentindo ultimamente e que cresce a cada dia.
Meu quarto é o mais normal do mundo, mesmo tentando redecorar e colocar um banco cheio de livros no meio dele, ainda fica normal, é complicado morar no interior e ainda mais não ter NADA pra deixar seu quarto com cara de "eu tenho estilo", não! Mas meu sonho de desenhar a Torre Eifel numa parede inteira ainda está de pé, eu preciso realmente me estabilizar e pensar que adesivos de borboletas e livros de romance não completam o real estilo de vida quando uma "jovem" completa desessete anos. Enfim, eu tenho uma cama, na verdade ela é quase no chão, pois tenho que dividir o quarto com a minha irmã de doze anos, ao meu lado fica o livro que estou lendo atualmente que vamos combinar resume minha vida aos trinta anos e estou morrendo de medo, serei velha, viciada em café com o delivery do pizza hut na geladeira. Não, estou delirando, terei um video game que não vou saber mecher e um namorado para que isso faça acontecer, rimar me inspira.
Quando entrei na adolescencia eu pensei que seria um conto de fadas, tipo o da bela e a fera que eu tanto sou apaixonada,mas não, está mais para drama ou comédia, não romântica porque nada tem um fim "felizes para sempre", quando eu tinha doze anos era um homem, batia em todo mundo e usava tênis masculino, com treze tive minha primeira "paixonite" que hoje é o namorado da minha melhor amiga ( risos), com catorze fiquei cinco dias fora de casa, tive a fomasa viagem de formatura, naqueles dias me senti a pessoa mais livre do mundo, com razões nada interessantes para isso, ao completar quinze onde todas as garotas ganham festas de princesas eu ganhei minha segunda bateria e o primeiro notebook, a partir dessas fases fui mudando de melhores amigas também, nenhuma tentava me entender eu era tipo uma metamosfose, mas não ambulante, por favor... Com desesseis eu tive meu primeiro namorado, nem sei como "soa" dizer isso mas ele nem me pediu em namoro, a gente começou a namorar... Minha vida cria ênfase, e vira uma comédia romântica, no começo, namorei mais de um ano o mesmo garoto descobri o amor, me encantei, perdi o amor e desencantei, criei experências ótimas, e umas nem tão boas assim, foi aí que parei, pensei e reescrevi minha vida, junto a uma xícara de café e a playlist do iPod totalmente confusa.
Meus parágrafos estão grandes, diferente da minha vida pós namoro, desessete anos, tudo começou a caminhar, estou em plena avenida Paulista, claro em meus sonhos, e o que mais me da vontade de continuar a sonhar e recontruir uma vida na qual parei por um ano e alguns meses, sou livre, seja para o que for, o conceito de liberdade muda a cada segundo, não importa se estou deixando a adolescência que é a "fase da liberdade" e indo pra juventude onde, segundo meus estudos, morrerei com trinta anos viciada em cafeína, devido à uma cafeteria chamada starbuks. Enfim, o caderno da vida pode ter rasuras e várias palavras grifadas em amarelo, mas de uma coisa eu sei, estou completamente apaixonada de todos os sentidos possíveis, passei a sentir coisas que você não imagina, seja sinônimo do amor ou não, vou virar a cabeça de lado e continuar a ler e viver algum romance .

Lari F

4 comentários:

  1. Olá, passei apenas pra dizer que já estou te seguindo e voltarei aqui futuramente pra fazer comentários sobre os posts.
    Seu blog é maravilhoso, convido você e suas leitoras a conhecer meu blog
    http://toobege.blogspot.com.br/
    Beijinhos

    Quem seguir no insta, sigo de volta http://instagram.com/theworldofmari

    ResponderExcluir
  2. Gostei muito do seu texto. Acho que liberdade é algo muito relativo, as pessoas se sentem livres com coisas diferentes, elas entendem liberdade de diferentes formas.
    Seguindo, segue de volta?
    the-paradiise.blogspot.com/

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    Respostas
    1. Liberdade é pouco o que desejo ainda não tem nome... Sábia Clarice Lispector !!! obrigada por ler, beijos (:

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A Blogueira

A Blogueira
Estudante de jornalismo,20 anos.Tenho uma paixão por romances, Paris, cor de rosa e morangos. Gosto de dias nublados e arranha-céus ... Apenas leia meus sonhos líricos.

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