terça-feira, 1 de outubro de 2013
Na vida tudo acontece... Exite a hora que percebemos a necessidade de algo novo e ele nunca chega...Mas as vezes o inesperado nos assusta e assim ficamos de mãos atadas... Mas será assim sempre? Pra sempre? ou (sempre) assim ...
Alguns populares dizem que a vida é uma caixinha de surpresas, até meses atrás isso não fazia sentido em minha vida pois eu estava acostumada com a rotina, aquela "mesmice" de todos os dias, onde estava sentada num sofá olhando a tv, sem fazer planos, sem ao menos tentar retomar meus sonhos, era como se fosse um bloqueio, estava amarrada, as correntes me machucavam.
Mas aí, eu paro por um instante e percebo que tudo isso pode ser mudado, porque a minha vida ainda está apenas começando, pego meu simples caderno amarelo, um lápis que mau está apontado e começo a fazer rabiscos, ou melhor, minhas velhas conhecidas palavras, aquelas que me confortam e dizem ser minhas fiéis companheiras para toda a vida. Estou em um quarto escuro, com uma "cabana de lençol" e uma lanterna ligada para que ilumine meus pensamentos noturnos, que bem, são os mais estranhos, o mais engraçado é que tudo acontece ao anoitecer, olhe para a Avenida Paulista, sua mágica acontece de noite, ou os melhores restaurantes, bem são abertos às vinte horas, bem, as consequências das estrelas meu caro, elas são inacreditáveis de tão mágicas. Em meu caderno existem as anotações mais estranhas, desde o fim do relacionamento conturbador e duradouro, até o primeiro amor no colégio, os principais conceitos de liberdade e o desenho do tão sonhado apartamento no meu lugar favorito no mundo, mas algo me chama antenção, uma música que ao fechar o caderno me chama a atenção, na verdade estava mais para uma poesia, poema, soneto, algo do tipo, de um autor completamente desconhecido,
"Liberdade querida e suspiradaLiberdade querida e suspirada,Que o Despotismo acérrimo condena;Liberdade, a meus olhos mais serena,Que o sereno clarão da madrugada!Atende à minha voz, que geme e bradaPor ver-te, por gozar-te a face amena;Liberdade gentil, desterra a penaEm que esta alma infeliz jaz sepultada;Vem, oh deusa imortal, vem, maravilha,Vem, oh consolação da humanidade,Cujo semblante mais que os astros brilha;Vem, solta-me o grilhão da adversidade;Dos céus descende, pois dos Céus és filha,Mãe dos prazeres, doce Liberdade!" Autor Desconhecido
Parecia que as coisas estavam se encaixando, eu andava necessitada de liberdade, mas não aquela dos livros atuais onde a "garota" viaja pelo mundo tentando encontrar sua real identidade, mas sim daquela que exala pelas quatro paredes deste quarto, vai além de um desenho rabiscado num caderno amarelo, ela é como andorinhas que voam de um lugar para o oputro conforme as estações, minha vida será assim, como a primavera, outono, inverno ou verão, inesperada, sem um clima definido. Terei apenas a companhia delas, provando minha maturidade com a melhor amiga liberdade ...

-Lari F

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A Blogueira

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Estudante de jornalismo,20 anos.Tenho uma paixão por romances, Paris, cor de rosa e morangos. Gosto de dias nublados e arranha-céus ... Apenas leia meus sonhos líricos.

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