terça-feira, 2 de julho de 2013
Mas aí a garota entra no ônibus e parte para aquele lugar que ninguém jamais imaginou...
Quatro de julho no ano de dois mil, Valentina jurava que seus sonhos estavam além da janela de um simples transporte público. A vontade era tanta que por ventura deixou tudo, até mesmo seu amor que prometia eterno,bem, nos dizem que os sonhos também são, pois então,ela resolveu acreditar-se nisso  tudo.
Valentina estava terminando o colégio, prestes a ter uma formatura que jamais imaginou e à um passo da faculdade, bem na verdade à quilômetros da mesma, mas foi por isso, isso mesmo que sua história esta sendo escrita, na realidade, meu caro, o clichê da adolescente confusa está bem longe daqui.
Ela sempre sonhou com a cidade grande e de quantos carros precisam para ela existir, pensou nas pontes luminosas e no encanto que qualquer grande metrópole poderia obter, para ela tudo isso representada as mil maravilhas do mundo, ou apenas o ato de sonhar.
Suas condições nunca foram as mais perfeitas, viver "fora da sociedade" propriamente dito, era um atraso para os considerados "sonhadores". Seu pai e a fazenda, sua mãe e seus doces, isso sim a resume por inteiro,"cair fora" de todo o que a impedisse de cair em uma estranha à caminho de sonhos, seja onde esteja, a estrada é infinita.
Valentina se sentia como um pássaro preso em uma gaiola sonhando com o mundo à fora, não imaginava as malicias, muito menos o perigo de percorrer algo tão importante.
Trinta de junho de dois mil, céu nublado no interior, havia dias que o gado estava sem dar lucro e Valentina inquieta,a noite sempre caia cedo, comum em lugares onde a energia raramente chega, estava tedioso, a casa cheirava doce de abóbora que sua mãe deixara queimar, uma tristeza, o cheiro não sai facilmente.
Realmente de uma hora para a outra Valentina resolve decidir sua vida, estava cansada de algo que querendo ou não estava privada de estabelecer, seus sonhos, como iria realizar sem mover um dedo para que possa sair pela estrada.
Criou coragem, encheu o pulmão de ar, e foi falar com seus pais, sobre seus sonhos, sua vida, a estrada que queria percorrer e a vontade de ser e encontrar um alguém desconhecido em sua própria alma.
Dois de julho de 2000, após uma conversa duradoura de dois dias, Valentina foi ate a cidade vizinha para comprar o bilhete daquele que a levaria para o lugar que somente rádios e uma televisão preta e branca poderia mostrar.
A ansiedade era sem fim mal dormira por duas noites, já era esperado pois estava chegando, ele estava chegando,a vontade era imensa e jamais encontraria o fim por isso. Finalmente seis de julho de dois mil, sete horas da manhã, lá estava ela, Valentina, a garota da fazenda, a garota da televisão preto e branca estava a caminho de descobrir a cor além da janela do ônibus.
Mas aí a garota entra no ônibus e parte para aquele lugar que ninguém jamais imaginou...

Lari.F

2 comentários:

  1. Amei e muito o texto!

    Olá querida! Vim visitar e seguir seu blog!
    Sucesso sempre!
    http://martaeunice.blogspot.com.br/
    Fan Page: Blog da Martika - Mudando o Percurso

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A Blogueira

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Estudante de jornalismo,20 anos.Tenho uma paixão por romances, Paris, cor de rosa e morangos. Gosto de dias nublados e arranha-céus ... Apenas leia meus sonhos líricos.

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